domingo, 24 de junho de 2012

Vem cá, eu te conheço?

Essa semana foi uma semana de observação, sempre falei aqui que tinha curiosidade pra saber quem movia os contadores do blog. Hoje já posso dizer que conheço alguns dos responsáveis, escrever semanalmente faz com que algumas pessoas e principalmente alguns amigos apareçam sempre para trocarmos algumas idéias, jogar conversa fora e pensar na vida... A semana foi de observação pois domingo passado algumas pessoas jogaram outro jogo comigo dando a cara a tapa, mostrando trabalhos em fases "vídeo do Bin Laden" como o meu (como diria Humberto Gessinger), fases demo, estúdio, ao vivo, etc. Independente do que ou como, alguns escribas mostraram que querem sim pena pra escrever, que tem seu recado pra dar. Ao longo da semana observei algumas coisas interessantes, como nunca anoto idéias pra postagens vamos ver se consigo lembrar de todas.

Na euforia pós-postagem falei com alguns amigos pelo facebook, alguns acessaram com ânimo, outros meio indiferentes, outros até falaram algo do tipo "tenho que ver ainda sua música pra saber qual é o lance, se está em sintonia com minhas idéias pra poder compartilhar ou não entre meus amigos"... BUFO! (rsrsrs) Não tiro a razão da pessoa, eu também não compartilho "qualquer coisa", mas havemos de convir que há respostas que não esperamos para certos momentos, pelo menos a pessoa tem personalidade! Para alguns amigos que sei que teriam coisas interessantes para mostrar por aqui, fiz o convite para me mandarem algo ao longo da semana, uma amiga me mandou, quase uma dezena não deu sinal. Alguns sei que não enviaram por conta de afazeres, outros, mistério. Como falei domingo passado, esse blog não é algo que va láá trazer fama sucesso e riqueza, mas vale mais compartilhar entre amigos, mas não vou me estender nesse assunto senão vou escrever um texto dentro de outro.

Falando de números, mesmo postando no final do domingo (horário nada favorável), consegui ao longo dessas últimas semanas de postagens frequentes atingir o pico de 769 acessos nesse período, antes disso o maior número que consegui foi de 293. Bom! Principalmente pra alguém que se comparar com outros tantos por ai ainda não é muita coisa. "'Post' Scriptum" teve 114 visualizações, minha música no You Tube teve 103 exibições, 2 comentários e 10 "joinha", rsrs. O vídeo que upei com a música "V" da Theater of Salvation teve 29 exibições e 2 "joinha" no You Tube e Mayra me falou que seu blog teve um bom índice de acessos depois que falei dele aqui. Muito bom mesmo poder reparar nesses números junto a amigos. Ruim é ver que por exemplo, o vídeo de minha música teve mais acessos que o vídeo de "V", analisemos: o tamanho do player do meu vídeo estava maior na página (e isso não foi proposital, copiei o código de incorporação tal qual estava no YT) e era o primeiro. Claro que o conteúdo pode influenciar, alguns podem ter curtido mais um que o outro, mas infelizmente as coisas acontecem hoje em dia como alguém comentou comigo em algum lugar após ler a postagem, quem vai ver teu vídeo, ouvir tua música, ou até um cd de uma banda já consagrada, hoje em dia com os mp3 da vida, não precisa continuar ouvindo o que não gostar, pode passar, pode descartar, "engavetar", etc.

Quem mandou não usar as 3 palavrinhas mágicas? Ninguém (ou quase ninguém) te conhece, ô mané! Infelizmente o jogo ainda é esse, tem mais besta compartilhando besteira por aí que o tanto de besteiras compartilhadas. Não que uma boa besteira não seja bem vinda, tem dias que o negócio aperta que só umas boas gargalhadas de besteiras da internet pra te por no eixo de novo. Talvez não esteja me fazendo entender, vou dar um exemplo. Hoje, voltando para casa, estava escutando pela primeira vez o disco "Wish You Were Here" do Pink Floyd e comecei a pensar... pô, Pink Floyd na sua época não devia ser música de velho, a galera mais jovem é o grupo que mais curte rock, sempre tem sido assim (mas claro que não quero por isso como regra). Hoje em dia quem seria capaz de esperar 4min e 57seg de instrumentais até iniciar a parte cantada da música, quem seria capaz de curtir uma música de quase 12 minutos com a mesma intensidade do início ao fim? Cara, quem ouvia e ainda ouve hoje em dia uma banda como Pink Floyd é a juventude, o que aconteceu com as pessoas, que hoje em dia não conseguem "aguentar" uma música um pouco mais cabeça de 3, 4 minutos, que dirá um Pink Floyd da vida? Ok, sei que há gosto pra tudo e que nos anos do Pink nem todos deveriam gostar dos caras. Sei também que hoje em dia há toda uma coisa antipreconceito, "cada um no seu quadrado", mas ainda assim, não acho que seja muita coincidência que o nível de tolerância musical tenha diminuido em relação a canções mais elaboradas justo em uma sociedade em que vemos a futilidade, os tão queridos tchu e tcha e diversas outras coisas em alta (sem falar de corrupção, educação, violência, política, etc).

Falando de música, digamos que antes os meros mortais não tinham muitas chances de serem vistos pois o negócio era mais fechado, tudo dependia de gravadoras, etc, etc. Hoje em dia a situação continua quaaase a mesma, é tanta gente podendo se mostrar, mostrar seu trabalho, que ninguém é visto e, alguns que ainda conseguem se destacar a ponto de tocar a mão de Mid(i)as, são sugados até onde puderem pela parasiTV pra depois serem substituídos por outras grandes novidades e assim por diante. Claro, também não quero fazer disso regra. É como diria Humberto Gessinger, "quem quiser remar contra a maré tem que remar muito mais forte". De acordo com uma teoria vagabundeana criada por mim, e minhas amigas Alanna e Chiara, nada leva a lugar nenhum! Onde iremos todos parar quando tudo acabar? Brincadeiras a parte e aprofundando essa teoria, de que adianta tantas voltas quando o coração parar de bombear o sangue e começar o processo de decomposição? Nada é uma das possíveis respostas, mas mesmo que realmente no final das contas não adiante de nada, foi necessário o sangue circular pra uma vida existir. Pra essa vida ter valido a pena mesmo sem nada ter chegado a lugar nenhum "deve haver alguma coisa que ainda (...) emocione". E "para nossa alegria" há!

PS¹ - Jogando outro jogo:

"Rubem Braga diz que “ostra feliz não faz pérola”, e eu concordo. Ele explica que a ostra só começa a fazer uma pérola quando existe um grãozinho de qualquer coisa a faz mal, e ela vai revestindo aquele grãozinho até que não mais a machuque. Acredito que o chorar é, na verdade,  é a mesma coisa que Rubem Braga chama de fazer pérolas, é melhor forma de colocar para fora o que nos faz ficar mal ou com medo ou feliz ou que nos proporcione qualquer outro sentimento. Sou chorona. Sempre fui. E o meu choro não é só aquela agua com sal que sai dos meus olhos. Minhas lágrimas também são minhas criações literárias. Deixo aqui o convite para que conheçam minhas pérolas, meu choro, meus textos ou como queiram chamar".

Carolina Carrah


PS²:
Um amigo que sei que teve um motivo justo pra não me enviar nada pra que eu postasse aqui é um de fé que gosta de correr. Robson Moreira é o nome do jovem, ele corre, participa de competições e tal e no fim do ano deverá correr na São Silvestre. Ele participa de um grupo de corredores que vai ajudar nas passagens e despesas da viagem com arrecadação de notas fiscais. Estou já com algumas notas pra ele, quem quiser ajudar doando notas pode falar aqui nos comentários.

PS³:
Nessa história de "vem ca, te conheço", um ex-aluno chegou pra me pedir que curtisse uma promoção pra ele concorrer a um iPhone. Até ai tudo bem, um clique não custaria nada, tantos outros ex-alunos chegaram já pra pedir coisas desse tipo. A diferença foi que eu estava numa vibe de ficar pensando porque pessoas lembram de ti somente nessas horas. A princípio não curti e incessantemente ele tem pedido pelo chat do facebook ou em cada coisa q ele comenta do meu perfil, o que me deixou pensativo não foi o primeiro pedido, mas a insistência, tendo em vista que ele realmente não é de falar muito comigo pelo face. Passei a semana praticamente o ignorando, não por mal, mas pra observar até onde ele ia insistir. Pode parecer que eu estava trollando o rapaz, pra me redimir por tantos pedidos sem resposta, vou deixando por aqui o link pra quem quiser dedicar um segundo da sua vida clicando e ajudando o rapaz. E depois de tanto tempo irei curtir também, rsrs. Link: curta aqui.

4 comentários:

  1. Cara, em relação ao lance de aguentar ver uma música de com 4 ou 8 minutos de introdução. Eu gosto bastante! É uma das coisas que me faz viajar longe com o Floyd, as músicas do Rush ou diversas outras q curto (muitas chamadas de Progressivo). Assim quem há quem queira uma música mais direta. Outros algo mais constante. E o mais interessante, talvez, seja que uma só pessoa pode conter todos esses perfis e mais outros!
    Uma vez li algo do Gessinger, não lembro se em algum dos livros ou no blog, que ele falava de q escrevia músicas não pensando em quem vai escutar, mas no que ele sente. E ae torce pra que haja alguém que se identifique ou q sinta aquilo também.
    O que quero dizer, é que pra cada música pode existir um pequeno (ou não) grupo de pessoas que vai curtir aquilo, não necessariamente uma grande maioria.
    É verdade também que a "oferta" de músicas, filmes, artes de forma geral, informações é enorme e está tão próximos ( e também parece que quanto mais opções surgem que oferecem cada vez mais caminhos a serem trilhados, menos criativos nos tornamos [o que não é uma necessidade ser assim!!])e acaba sendo complicado também para um artista ter seu trabalho reconhecido no meio de um palheiro tão grande.
    O meu sonho (um dos, isso q da sonhar d+ [mas aliás, qual a medida de grandeza nesse caso?]) não é poder colocar na música (melodia e letra) as coisas que sinto, e junto com meus amigos, estar por ae espalhando isso e encontrando pessoas que curtam, se divirtam e sintam uma conexão com isso. E mais, gostaria que no caminho da minha arte eu possa seguir o caminho da estrada, pra locais diferentes. Ih rapaz, olha eu ae abrindo minha mente aqui hehehehe...

    Pois bem,já foi né :p hehehhe

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  2. Cara! Essa suas postagens são fodas, "violência" nua e crua. Me acostumei a ler o que tu escreve por que além de achar interessante saber o que uma pessoa que é fã de engenheiros acha, me sinto totalmente livre pra falar o que quiser, questionar, discordar, concorda, enfim.
    Mas voltando ao assunto... Tudo tem um começo e um motivo, você deve se lembrar bem como começou a escutar engenheiros, por que procurou escutar pink floyd. Um pouco(muito) semelhante é escolher o que ver nessa enxurrada de informação, que esta a um clic, que se tem hoje em dia. No geral é por indicação de algum, !considerável!, amigo, ou pelo efeito manada. Acho que nunca(ou quase nunca) ninguém foi a uma loja de cds e pediu ao vendedor:
    -Amigo, quero um cd que tenha muito solo de guitarra, pouco distorção e vocal feminino. (seria um cd de jazz?).Enfim, muito complicado.
    Muito interessante também é a teoria da suas amigas, interessante mesmo, excelente conclusão. Porém não sejamos tão pessimistas. A vida além do rock,digo isso apesar de achar que elas não estavam se referindo ao rock(de um forma geral).

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  3. " [...] de que adianta tantas voltas quando o coração parar de bombear o sangue e começar o processo de decomposição?"

    Escrever, cantar e tocar com certeza fazem esse bombear de sangue valer a pena!

    Concordo que antes era difícil alguém engrenar no sucesso por conta das dificuldades de exposição, de "achar" a pessoa com qualidade e que hoje tem tanta exposição, tanta facilidade, que isso que complica! E o hoje o sucesso é estranho. Tem pessoas que simplesmente ficam famosas, populares, as vezes parece um processo que, claro, depende muito do talento, mas ao mesmo tempo, muito aleatório. Será que sempre foi assim? Pensando bem...



    Mas, poxa, cada parágrafo que tu escreve faz gerar mil ideias na minha cabeça, pqp! Tem pontos no texto que provavelmente levariam a vida inteira de discussão e talvez nem chegássemos a uma conclusão!! hehehe

    Legal os textos da Carol! =D

    PS: eu curto Pink Floyd!

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  4. Corrigindo o último parágrado do comentário que fiz lá em cima.

    O meu sonho (um dos, isso q da sonhar d+ [mas aliás, qual a medida de grandeza nesse caso?]) NÃO é poder colocar na música (melodia e letra) as coisas que sinto.

    Não é pra ter aquele NÃO ali!!! Esse é sim um sonho hehehehe

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