segunda-feira, 2 de julho de 2012

O que pode ser dito em 3 minutos (para Humberto Gessinger)

Todos aqui presentes devem ter uma pessoa com a qual desejam estar próxima pelo menos pra bater um papo, trocar umas idéias, tirar uma foto ou receber um autógrafo, todos devem ter um ídolo (ou todos devem ser fãs de alguém, para quem achar a palavra ídolo muito forte). Algumas das pessoas que frequentam o blog tem em comum comigo o fato de admirarem o trabalho (e/ou a pessoa) de Humberto Gessinger. E é sobre esta relação de fã que venho mais uma vez divagar nas linhas (e entrelinhas) deste singelo blog.

Acho que, como eu, várias pessoas gostariam de estar com o Humberto por alguns instantes, tirar uma foto, poder conversar, ser lembrado por ele, "evoluir" de um "de fé" para um "de casa", resumindo ser/estar mais próximo dele. Acho também que, como eu, a maioria dessas várias pessoas deve ter tido no poucos instantes pra falar com HG e tentar transmitir (sem despejar) um turbilhão de coisas que se sente quando se encontra com ele, principalmente se for a primeira vez. Os "3 minutos" geralmente não dão pra se falar tudo o que se quer, hoje quero compartilhar com vocês coisas que sempre tive vontade de compartilhar com HG de minha vivência EngHaw.

Conheci Engenheiros do Hawaii no final de 1999, ainda lembro de cada passo de um sábado que, sem nada pra fazer em casa, fui à casa de uma tia que mora na mesma rua que eu e lá encontro uma prima que lá morava escutando o Tchau Radar. Ela me oferece a coletânea Acervo pra que eu leve pra casa e ouça, começou ai minha história com EngHaw. Em fevereiro de 2000 ganhei de aniversário de uma irmã o mesmo cd da coletânea Acervo, meu primeiro cd EngHaw! Dai em diante passei a acompanhar o site sempre que podia, internet ainda era "à lenha" (discada) e um negócio raro para mim nessa época. Ficava sempre na vontade de participar dos chats dos dias 11 e não podia pois eu só acessava a internet do escritório do meu pai e ele saia de lá por volta das 18h, além disso o prédio fechava no mais tardar às 21h e os chats eram entre 22h e 23h. Um dia, no entanto uma ótima notícia: show dos Engenheiros em Fortaleza!!!!! Já estava na época do 10.000 destinos, o primeiro cd dos engenheiros que vi nascer. A ansiedade foi tremenda pra um guri de 12 anos, no entanto haviam ainda alguns desafios a serem superados! Como chegar no meu pai pra falar, como pedir pra ir a esse show? Felizmente o show era no Ginásio Paulo Sarasate e tinha lugar pra ver o show sentado. Conseguimos comprar o ingresso a 12 reais no dia do show mesmo na farmácia Pague Menos da Senador Pompeu, perto da Praça da Bandeira. Lembro que na tarde do grande dia meu pai ainda não tinha recebido um dinheiro que estava esperando pra poder comprar os ingressos, sai do escritório dele, perto da catedral, no Centro, pra ir fazer alguma coisa pra ele pela Praça do Ferreira. Quando terminei o que tinha de fazer liguei pra ele pra saber dos ingressos e finalmente a pessoa já estava com o dinheiro. De onde estava fui buscar, saí correndo e quando estava chegando na descida do calçadam C Rolim dei um pulo (estilo HG) de tanta felicidade. Resultado: me estabaquei no chão e passei maior vergonha, ao menos os ingressos estavam garantidos. Quando cheguei e vi o palco com o tema do 10.000 destinos não acreditei que estava ali e me perguntava se eram realmente os Engenheiros do Hawaii que eu gostava ou se eram outros. Quando Humberto entrou no palco tive certeza. O show foi ótimo, assisti das cadeiras com meu pai, o filme da câmera fotográfica queimou e não se salvou nenhuma foto e peguei uma baita gripe com febre e tudo que eu tinha direito. Lembro ate do que tomei por lá: 1 icekiss e 1 refrigerante durante o show e na saída 1 espiga de milho cozido (rsrs). As únicas fotos que consegui na época foi do site "Parabólica Hawaiiana" do WebRing do site dos Engenheiros.



No ano seguinte teve show, ainda da tour 10.000 destinos, na barraca Cuca Legal, na Praia do Futuro. Foi minha primeira grade, meu pai esteve lá comigo de novo, um cara subiu nas costas dele, me ofereceram maconha e uma garota mais velha que eu (entre 18, 20 + -) puxou assunto comigo perguntando sobre o quanto eu gostava de Engenheiros, o que eu tinha de Cds (nessa época eu já tinha vários) e disse pra galera dela que eu era "mó limpeza". Nesse show aconteceram duas coisas das quais nunca me esqueci: 1 - quando HG tocava Alivio Imediato, "que a chuva caia"... a chuva realmente caiu, leve, "como uma luva (...), um delírio"; 2 - Humberto apoiou-se em um retorno que estava bem na minha frente e ficou tocando baixo lá, por uns 10 segundos ele estava lá bem perto de mim, e por uns 3, 4 olhou bem nos meus olhos, talvez pensando "pô que guri novo ai embaixo". Não preciso nem dizer que olhei bem nos olhos dele nesses 3, 4 segundos e que no restante e nos outros segundos que fecham os 10 também. Ainda hoje lembro perfeitamente da imagem daquele cara enorme olhando pra mim. Pra salvar o dia, mais uma vez o site "Parabólica Hawaiiana" pos fotos do show, sendo que uma delas foi desse exato momento; vocês podem argumentar que a foto pode ter sido de qualquer outro momento que ele se apoiou no mesmo retorno, mas a imagem está tão clara na minha mente que olhando pra foto tenho certeza de que foi a hora que ele olhou pra mim, além daquele sexto sentido que vem reforçar a certeza. Confiram a foto logo abaixo:


Na época enviei alguns emais pro Humberto (pro email que tinha no encarte do 10.000 destinos) tentando mostrar pra ele que eu era aquele garoto que ele viu naquela determinada hora, pra ajudá-lo a lembrar mandei uma única foto minha que eu tinha escaneada e essa foto do show. Pura inocência... (sim, nessa época ainda existiam algumas crianças inocentes e sim, nessa época pra boa parte da população ter foto em computador, só escaneando, e olhe lá). Nunca tive resposta desses emails, mas até hoje penso qual seria a reação Humberto se tivesse chegado a ler meus emails.

Um tempo após esse segundo show entrei para a COT (Comunidade Católica Obreiros da Tardinha) e diante de todo entusiasmo uma das coisas que fiz (até por ser do ministério de música) foi renunciar a música do "mundo". Deixei então TODOS os meus cds com a mesma prima que me apresentou a EngHaw. Foi um deixar do tipo estou querendo te dar, pois tenho que renunciar, mas to só deixando contigo, mas não quero mais pegar de volta. Resultado: ela vendeu todos, menos o Acervo (sim, aquele primeiro que ganhei) e até hoje ainda não consegui comprar de novo um Tchau Radar...

Os 3 anos que passei na COT apesar de todo meu envolvimento não me fizeram esquecer de vez os Engenheiros. Perdi todos os Ce Musics que eles tocaram, todos os shows do 10.001 destinos até a finaleira do Acustico MTV. Voltei a escutar aos poucos depois que saí da COT pra estudar pro vestibular, aos poucos consegui comprar todos os cds novamente, com excessão do Tchau Radar, e os 8 LP's. Meu retorno aos shows foi em 2006 no Ar Livre, nessa época já tinha câmera digital, mas eu só tinha a minha câmera velha de guerra e também nenhuma foto prestou. Dessa vez fui salvo pelo Festa.Net.


Depois do Ar Livre não faltei mais a nenhum show, e além disso, viajei com Isadora, minha amiga pra São Paulo pra ver o segundo dia de gravação do Novos Horizontes, ótima viagem, ótimos passeios e (claro) ótimo show, além de conhecer alguns de fé por lá, inclusive de Fortaleza.








De volta a Fortaleza, fui ao show do Arena em 2007 com direito a ver parte da passagem de som encima do palco como penetra ao lado de meu amigo, Ridson, além de puxar a cortina do palco e tirar uma foto do HG durante a mesma passagem de som (antes de subir), ainda lembro a cara que ele fez: olhou com uma cara "quem são esses doidos", deu um sorriso e alguém fechou a cortina. Pra ficar completo o pacote, também fui expulso do palco.




Foi anunciado meio que de última hora um show em Sobral, elétrico, com HG de volta ao baixo. Consegui encontrar com Humberto pela primeira vez no dia que ele voltou de Caruaru pra Fortaleza pra esperar o dia de seguir viagem para Sobral, levei comigo minha amiga Alanna, a mesma que criou comigo a teoria do "nada leva a lugar nenhum" que falei em uma postagem anterior, a partir daí viramos companheiros nas missões de tentar descobrir em que hotel HG estaria hospedado, já chegamos até a comprar catão telefônico pra ligar de um orelhão hotel por hotel, rsrs. No show de Sobral conheci minha "perfeita simetria", Mirelle, que hoje é minha noiva, vale ressaltar que os dois tinham motivos de sobra pra não por o pé na calçada de casa, quanto mais ir a um show em outra cidade... tinha que ser.






Aprendi a pintar camisas pra poder ir com uma camisa personalizada ver a gravação em São Paulo. Na possibilidade de encontrar com HG em Fortaleza entre o show daqui e o show de Sobral, fiz uma camisa pra ele com uma charge estilo Simpson. O momento foi único, fui realmente incrível estar com ele, foram algumas horas de espera até a hora do susto de ver descendo da van. Ainda assim, fiz questão de chegar até ele, cumprimentá-lo, me apresentar e só depois pedir fotos / autógrafos. Ele foi super... Gláucio, Aranha e Master também.


Alguns meses depois, em julho de 2008, show Novos Horizontes novamente em Fortaleza no Parque do Cocó. Em agosto eu entrei para a banda Guardas da Fronteira, cover de Engenheiros, nascida na comunidade EngHaw Ce do Orkut. Um ano depois após aperreá-lo um bocadinho, consegui que HG me mandasse um vídeo sobre o aniversário da Guardas da Fronteira pra passar em nossa festa de aniversário. Ele montou seu equipamento em casa e tocou com violão, gaita e bateria eletrônica a canção Guardas da Fronteira. Passei umas duas semanas sem acreditar que ele tinha feito isso pra nós aqui e assistia umas 20 vezes por dia, todo dia, até conseguir acreditar.





Mais que nunca agora eu estava de volta ao mundo EngHaw, e agora já tinha algumas "desculpas" pra tentar fazer com que HG lembrasse de mim, sempre perguntava então onde podia se ele lembrava daquele garoto que tinha dado uma camisa com charge estilo Simpsons pra ele e, depois de certo tempo, pude encontrá-lo novamente e agradecer pessoalmente pelo vídeo que ele gravou. Nesse meio tempo recebi por engano um email dele falando sobre abertura do show do Pouca Vogal. Pra um cara que tem uma banda receber um email de Humberto Gessinger com "abertura BH" no assunto, era de se ter um infarto! Quase tive, e para voltar a realidade, o email tratava de como sinalizar a introdução instrumental do show do PV. O email era pra ir pro Duca, Alemão e Master. Entendi logo, meu email começa com master, na hora ele confundiu de master. Era dia das crianças, respondi a ele falando sobre o engano e dizendo que era um baita presente de dia das crianças um email assim, mesmo que por engano. Em 2010, teve show do Pouca Vogal aqui em Fortaleza, foi quando agradeci a ele pelo vídeo.



No carnaval de 2011 viajei a Gramado-RS com Mirelle, na ocasião a pedi em noivado. HG havia falado que iria estar na serra também, tentei encontrá-lo lá mas não rolou, ele não chegou a ir, mas me respondeu alguns emails sobre o assunto e ma parabenizou pelo noivado, nada pode ser maior!

Gramado se tornou também mais um pretexto pra que ele lembrasse de mim (e agora de minha noiva também). Sempre que encontrava com ele tentava falar de algum lugar que ele já havia me visto mas me enrolava todo e acabava sempre esquecendo de falar algo, ou não falava como queria, eram os tais "3 minutos" que não deixavam eu falar tudo. Vejo alguns fãs que, merecidamente, devido a muita dedicação mesmo, conseguiram estar mais próximos do Humberto, indo a passagens de som, a camarins, encontrando por ai e até recebendo visita do HG em casa. Não quero parecer invejoso aqui, mas eu sempre pensava, e ainda penso: pô, eu também posso um dia chegar "nesse nível", posso estar perto assim do meu ídolo... Só que por outro lado eu me perguntava, se um dia eu estiver assim, o que vou falar com ele? Em maio desse ano, ele esteve em Fortaleza como a maioria de vocês já sabe. Como sabem também (até porque foi assunto de outra postagem) eu estive umas duas horas com ele na sessão de autógrafos. Só que ali tão perto e tão longe, sem poder falar nada com ele, e quando tudo terminou eu tive que ir pegar a van que vinha pegá-lo e não tive como falar direito com ele. No outro dia estive na passagem de som e consegui falar quem era, que era eu o garoto que tinha noivado em Gramado, ele respondeu "ah, to ligado", peguei um atógrafo que seria presente de dia dos namorados para minha novia e logo ele foi embora. Falei tudo embolado, quis que ele lembrasse de mim dizendo que estava ajudando na Saraiva, falando que era o "noivo de Gramado", etc, e acabei não falando nada de útil... eu teria algo de útil a falar? 

Sei que alguém que nunca esteve com HG pode achar que estou reclamando de barriga cheia com tantas histórias pra contar, mas ainda busco esse algo a mais, mesmo sem saber direito o que fazer com ele. Quem sabe daqui pra frente, na próxima vez que ele vier a Fortaleza, em uma futura possível ocasião em que eu o encontrar em outro contexto ou quando eu souber o que falar. Uma coisa que HG fala sobre sua relação com fãs é que se torna difícil as vezes pois os fãs o conhecem e ele não tem como conhecer mais a fundo os fãs. Concordo com ele e, talvez por concordar, sempre tenha tido vontade de contar tudo o que estou escrevendo aqui, deixar me fazer conhecer. Talvez até essa postagem inconscientemente (ou não) seja uma tentativa mais de fazer com que ele saiba um pouco da história desse fã e de como eu tenho vivido EngHaw e como seu trabalho tem influenciado minha vida e dado frutos, como ter conhecido minha noiva, por exemplo. Espero um dia saber aproveitar os 3 minutos e ter o q falar nestes 3 minutos.

Sempre que posto deixo o link da postagem no twitter do Humberto com a seguinte mensagem: me permite fazer um convite a leitura? Hoje convido a vocês a comentarem, como sempre tem feito, e a contarem também experiências e anseios como esses que dividi com vocês hoje. Quem sabe também deixar um convite a leitura pro HG pra ver se ele conhece um pouco mais de nós. Fica o convite, gostarei muito de ler sobre outras vivências EngHaw e torcerei para que HG apareça também por meu convite ou de vocês. Até o próximo domingo.

5 comentários:

  1. Tô ficando famosa aqui! ;P
    Lendo essa postagem de hoje, lembrei exatamente do dia em que compramos o cartão telefônico pra ligar pros hotéis! haha. Lembrei também da minha pequena loucura de alugar 1 ônibus e reunir uns de fé pro show de Sobral. Gessinger, só por ele mesmo que fiz e faço coisas sem me arrepender. =D

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  2. Cara, muito engraçado esses shows "antigos". Meu primeiro show foi também em 99, só que o da UNIFOR. Já era muito fã, mas a precariedade de informações, net, etc... Me fizeram ir ao show conhecendo apenas um coletânea em fita K7 com a capa do papa é pop. Não sabia se o loro era baixista e o cabeludo esparramado no sofá era guitarrista. Enfim, quando fui ao show e vi 4 caras e só um cabeludo, pensei: esses outros caras são tão diferentes da capa da fita, neh?! Hehehehehe. Que sensação! As únicas músicas que conhecia eram as da fita, e nela só tinha música de 1990 pra trás. Lembro vagamente de música que dizia: para-rário, paradoxo, parabólica. Que sensação²! Essa sensação agente nunca esquece. Nunca vou esqueçer da primeira vez que ouvi a introdução(na fita) de toda forma de poder, ali foi o começo de tudo, e isso ninguém nunca poderá me tirar, e isso(a minha ótica)deveria ser o registro mais importante que um fã poderia ter.
    Assisti o ultimo show do pouca vogal atrás do palco. Enquanto estive lá, fiquei pensando: Porra, eu mereço estar aqui, mais de 13 anos acompanhando engenheiros, tantos shows na grade, tanto tudo. E quando lá estava, de cima do palco vi na grade um amigo(@brenoteofilo) que esteve comigo no iguatemi no dia anterior. Se esgoelando, curtindo o show e talz...ele estava também muito feliz. A diferença das duas felicidades era: atrás do palco vi tudo: O cara com uma cafeteira fazendo chá pro Humberto, a hora do bis(eles saindo e retornando ao palco), a concentração máxima na qual o Humberto fica antes de entrar no palco e dentre tantas outras coisas vi o Humberto errar algumas notas no midi pedalboard, acreditem se quiser, ele é humano e até humano demais. Só depois daquele dia entendi por que o Humberto diz de não compor pensando no público, o distanciamento que ele tem e talz. Tudo se encaixa. Conclusões(interpretem como quiser): Creio que o meu amigo(talvez) tenha saído da biruta mais feliz do que eu, ou vice-versa. Apesar de ser muito relativo. Um cozinheiro jamais vai degustar um jantar como alguém que está com fome. Quem é mais feliz? Passa adiante.

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  3. Cara, legal acompanhar essa tua trajetória viu! Legal que você vai vendo a passagem dos anos, a mudança dos personagens, a idade, os ideais ao longo do tempo.
    Até já falei contigo, da vez quando teve a noite de autografos na Saraiva. "Pô ma, não quero ser o cara chato que pertuba ele pra dizer q gosta da música dele. Ele sabe disso ora, eu to ali!"
    Sempre que via um lance desse que poderia me levar de encontro a estar com algum desses artistas que eu admiro tanto, mer perguntava "Mas o que é que eu vou falar??"
    No dia da Saraiva, na fila, pouco tempo antes de chegar pra falar com ele, ainda tava pensando isso! Mas admito que tava muito feliz ali, desapareceu o sentimento de "to sendo chato" pra "caramba, vou poder falar um pouquinho com o cara que me ajudou a passar tantas mensagens e melodias que admiro tanto!"
    O que eu falei com ele, eu acho que foi muuuito besteira hauhhuahua.. o engraçado é que rendeu uma foto que ele ta rindo e eu tb, e uma amiga que foi comigo pro show do Pouca Vogal até hoje quer saber o que eu disse heheheheh...

    Eu sou um fã mais recente do trab dos engenheiros. Esse último show do Pouca Vogal foi o primeiro que tive oportunidade de assistir com o Humberto. No aniversário do Guardas da Fronteira havia visto pela primeira vez o Maltz.
    Durante muito tempo até evitei escutar engenheiros, achava que era pop demais (a questão era o que eu considerava como ser pop) e nunca me interessava. E assim foi indo. Primeiro eu parei de evitar escutar, e simplismente passei a não me incomodar.
    Algum tempo depois namorava uma guria (deu vontade falar guria :p) que gostava muito de engenheiros. E certo dia fui pra casa dela enquanto ela estudava pra uma prova e fiquei deitado na cama enquanto no som tocava o acústico Novos Horizontes. Ae lá de boa, pensando na vida, quando começa a tocar "Eu não consigo odiar ninguém".. e ae essa música me chamou atenção. Tanto que quando terminou eu pedi pra que ela repetisse essa música, e passei a prestar mais atenção no resto do cd e fui me impressionando em como estava gostando das músicas.
    A partir dae decidi ir atrás de mais coisas sobre os caras. Primeiro deu vontade de conhecer a história da banda, e pra isso, dale Wikipedia heheheh
    Então resolvi fazer uma passagem de em cada semana escuta um álbum do engenheiros (em ordem cronológica), só que acabei pulando o Longe demais das capitais e ele acabou sendo o último que escutei.
    E ae que pegou, fui escutando os álbuns, e ouvindo as letras das músicas ficava fascinado de estar escutando naquelas músicas mensagens como a de Freud Flintstone, Muros e Grades, Seguir Viagem, ....
    E as melodias também não deixaram a desejar (e eu pensava que tinha evitado esse som!!!). O certo toque humano, inclusive ver que ele era um cara, que não se postrava como um músico perfeito e técnico, mas como um cara que parecia ta colocando a si mesmo nos instrumentos, a medida q sua capacidade permitia, era o que encantava.
    As twitcams foi outra coisa que me fez ver e gostar mais desse lado humano ("humano demais!" ;p) do HG. Lembro da primeira vez que vi ele usar o recurso Loop da pedaleira e ficou solando durante um tempo em cima de uma base que havia criado. Um solo que parecia só querer estar ali.

    Enfim, até hoje não sei o que faria se nos encontrassemos de novo. Na verdade, a vontade é de conhecer o indíviduo. A pessoa por trás, mas não é assim que funciona, não é mesmo? Tive contato com gente beeeem legal através dessas músicas, idéias e filosofias que dividimos, aprendemos, distorcemos, aumentamos.... enfim, tornamos nossas também! A música é mesmo um organismo vivo. Ah vai, posso abrir mão de "organismo", mas de "vivo" não.

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  4. pooxa, já tinha conhecimento de parte dessa caminhada! :)
    Quanta emoções em! Imagino, ai ai :~~
    Estou aqui na torcida tbm sempre!

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  5. Eu apoooosto que no casamento ele estará presente na PRIMEIRÍSSIMA fileira!!! hahaha Ei mas é sério, tem que tá viu André? Depois de todo esse histórias, de tdas essas aventuras, vivências e amores, falo no plural no que diz respeito a sua noiva e ao HG viu?!Não é possível que isso ñ aconteça... hehehe Pois bem, admiro muuuito essa imensa admiração que vc tem por Humberto, por seu trabalho, por td ennqto... e admiro mais ainda a sua forma de relacionar td isso c/ o q vc deseja e q na verdade é realmente meio complicado p/qm ler (como eu) entender q além de td isso q vc viveu ainda espera mais, porém, pensando bem, esse "qrer mais" nada mais é que um "eu posso mais", "eu consigo além", " nem tão longe q eu ñ possa ver, nem tão perto q eu possa tocar, nem tão longe q eu ñ possa crer q um dia eu chego lá..." ♪ Enfim, mais um parabéns pela postagem, por sua admiração e por seu amor! ;)
    Um grande abraço!
    P.s.: Confesso que fico qse sem fôlego com tantas informações... antes de postá-lo tu deveria ter colocado: um copo d'água e mt imaginação... rsrsrs

    Carol Dias.

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