domingo, 16 de setembro de 2012

Lamento


No auto-exílio que criei de meu amor
Vejo passar o mundo que sonhei
Vejo passar os beijos que não dei
E sinto tanto a cada outro que não ganhei

No ostracismo que criei e me prendi
Vejo passar os amores que perdi
Deixo passar os amores que vivi
Pois somente a um me dediquei
Ao mesmo que não me dei

Pois clandestino deste mundo
Que sonhei, que destrui
Clandestino em mim
Você vive e sobrevive
Vive o que não tem fim

André Ramos
(10.09.2012)

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